enquanto muitos se masturbam, escondidos em seus quartos,
nós fodemos, livres e límpidos...
e quantos vestem a camisinha
enquanto nós gozamos dentro?
enquanto rimos, inebriados pelo vinho doce
de nossas almas,
muitos derramam mares de um ócio esfumaçado
e vestem pele de urso em pleno verão.
enquanto pintamos cada dia com uma nova tinta,
muitos se debruçam sobre a geometria dura e insossa do cotidiano...
enquanto os olhos da indiferença extrapolam o horizonte,
nós quebramos os espelhos e,
de minuto em minuto,
desenhamos caminhos
cada vez mais nobres,
cada vez mais densos.
enquanto deslizamos por verdades paralelas
brilham reflexos estranhos de um mundo míope...
enquanto muitos dançam, em seu balé frívolo e inflexível,
nós nos deixamos levar, sem pudor,
e cantamos de garganta aberta e rouca.
enquanto dormimos, sob a luz dos vaga-lumes
e invadimos as ruas de um mundo estranhamente limpo e
enquanto a Lua banha nosso sono,
a espuma rola ao ralo.
qual o sabonete da alma?
Oi, Plétson.
ResponderExcluirCheguei ao seu blog por indicação da sua musa-inspiradora Mana-Mariana.
E gostei do q vi, ou melhor, do q li! Poesia provocante, livre e apimentada.
Congrats!