quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A pele dos medos

De arroubo mastigo teu sexo e me assombro.
Degusto teus gemidos
e falo bobagens
e grito
e choro.
Sussurro besteiras no teu ouvido
E te odeio por ir tão rápido!

Como dormir cedo, se a noite não marca hora?

Toca-me e me desvenda!
Calma! Passo lento. Cuida-me e me afaga!
Dê tudo o que puder!

Pra onde foi o soberbo?
Escondeu-se sob a roupa do otário?
Inconsolável fez-se inerme. Fez-se cego.

Teu olhar me despe e novamente estou nu
Foram-se as roupas do varal,
das gavetas,
dos cabides...

Mastiga minha pele... Sussurra... Passo lento!
Tenho medo de beijar, mas beijo.
Tenho medo de amar, mas amo...

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