quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

poema do pequeno doido

se tivesse
eu mesma cara
pra bater
na cara mesma boca
inchada
olho inchado
Bato  Bato
          de serrote
          de sapato
puxa orelha do arteiro
puxa no escuro
que eu dorme bem
no mais escuro
que dá pra ficar
no canto do quarto tem um
                          Bi-Chi-Nho!

enganado pelo chefe
que dorme como um
qualquer pessoa
Parada  Cansada  Enjoada  Enojada
enfim quieto inquieto eu
aranha morde dedo
que esmaga aranha
esconde cara a cara minha
e
depois a tua
mostra
pra mim bater.

morder monstro vira monstro
curar monstro fica santo.

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