quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Brancas Nuvens

Do caos ao riso. Do êxtase ao abismo.

Bamboleando em brancas nuvens
gasto o fluído de meu isqueiro e de meu corpo.
Minha barba amontoa-se
em incertas e desordenadas camadas.
Não é pele, não é pelo.
Uma nova e confusa massa é minha cara.

O arlequim de antes tornou-se deveras débil!
                                              (já não festeja).

Fim de festa!
Do meu baile sobraram máscaras
debaixo da mesa
na geladeira
sob a cama
e na privada.

Faces que explodem
Faces que encolhem
Elas, e somente elas,
saltitam, deliram, enjoam, enguiçam
misturando-se num confuso
e barulhento liquidificador de “eus”.

Hoje um, amanhã outros. Sempre estranhos.
Acolho-os em mim e corrompo-os.

Do sopro ao furacão
Do grito ao sufoco
sussurros...cochichos...segredos...

Eu posso tudo! Eu posso nada!
Eu cavo, cavo, cavo, CAVO!
Onde estou que não me encontro?

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