De súbito teu cheiro fez-se laço,
atando sutilmente meus braços
e como algemas, prendeu meu desejo a teu corpo,
e agora perco-me no doce ávido e ácido da tua
saliva.
Desejo e exploro tua boca e teu beijo,
jogo fora o medo e ouso,
sugo teus seios,
e tua barriga faz-se campo de febril e inquieto
repouso...
e como borboleta, tremendo ao manso sopro
do vento, voo a ti e sinto-me morrendo,
esfriando e esvaecendo,
a cada segundo da tua letal ausência...
Lindo poema...
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