Ao meu lado os deuses se sentem em casa...
sentam-se no sofá da sala e ali, descalços,
brindamos às coisas fúteis, afinal,
eles estão fartos
de orações inúteis,
de bajulações,
do choro ralo e
do barulho dos trovões.
Eles tão grandes.
Eu, ainda tão pequeno.
Não posso viver de luz!
(mas que chato seria se assim fosse!)
Eu quero apertar a mão de Baco,
presenteá-lo com goles do meu vinho e,
sentado à mesa, quebrar as taças!
Quero cair sozinho em tentação...
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